CNJ analisará conduta de desembargadora abordada em blitz da lei seca

Postada em: 15-07-2012
Por: SYLVIO MICELLI
Categoria: NOTíCIAS DO JUDICIáRIO
CNJ analisará conduta de desembargadora abordada em blitz da lei secaFOLHA DE SÃO PAULO

A Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) informou nesta sexta-feira que vai analisar a conduta da desembargadora Iara Ramires da Silva de Castro, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região).

Ela e a filha, a advogada Roberta Sanches de Castro, 39, se envolveram em um bate-boca com policiais militares que faziam uma blitz da lei seca na avenida Paulista, na quarta-feira (11).

A partir da instauração da averiguação preliminar, chamada de pedido de providências, a Corregedoria passa a acompanhar o caso para avaliar se é necessária a instauração de algum procedimento disciplinar contra a desembargadora.

Em casos tornados públicos, a instauração da apuração preliminar pode ser tomada por iniciativa da própria Corregedoria, sem que haja a necessidade de provocação. A partir da instauração do procedimento, a magistrada terá a oportunidade de apresentar a sua versão sobre os fatos noticiados.

CONFUSÃO

Enquanto PMs dizem que foram hostilizados e agredidos pelas duas, elas afirmam que os policiais é que foram truculentos e as empurraram.

A confusão acabou em boletim de ocorrência no 78º DP (Jardins) por desacato e suspeita de embriaguez ao volante registrado por dois soldados e uma denúncia por suposto abuso de autoridade contra os PMs na Corregedoria da corporação.

Roberta dirigia seu carro na volta de um show quando foi parada na blitz, em frente ao prédio da Gazeta. A desembargadora estava no banco do passageiro, e atrás estavam uma tia e uma prima da advogada.

À Folha Roberta disse que, antes de averiguar se ela havia bebido, os PMs pediram para revistar o carro. Mãe e filha não permitiram, alegando não haver nenhuma suspeita ou mandado judicial.

Na sequência, os PMs pediram que Roberta soprasse o bafômetro, mas ela se negou. Segundo os policiais, a advogada estava visivelmente embriagada e agressiva logo ao descer do veículo.

Os soldados --identificados como Cláudia e Duarte-- afirmaram que Roberta criticou a blitz, dizendo que a operação "era uma palhaçada". Eles relataram que a magistrada dizia ser "a maior desembargadora do país".

Após isso, o bate-boca se iniciou e, segundo o PM Duarte, mãe e filha o agrediram, com tapas no peito, além de mandar que ele e seus colegas calassem a boca.

A versão de mãe e filha diz que as agressões e gritos de "cala a boca" partiram, na verdade, de dois PMs --o soldado Duarte e um major que comandava a blitz. Segundo Roberta, cansada de esperar a verificação dos documentos do carro, Iara pediu que os PMs fossem rápidos.

"O soldado gritou com ela, mandando que ela entrasse no carro. Depois, a empurrou. Nessa hora, voei para cima dele, mas não cheguei a agredi-lo." A advogada disse que, somente após os gritos do PM, a mãe se identificou como desembargadora. Roberta, que fez exame de sangue no IML, diz que não bebe.


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